quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Parto agendado aumenta chance de nascimentos prematuros

Nessa época de final de ano é comum que médicos e pacientes optem por agendar os partos, mesmo que a Organização Mundial da Saúde recomende que as cesarianas sejam feitas apenas em casos que apresentem risco para mãe ou o bebê. Por este fator, a Agência Nacional de Saúde (ANS) lançou a campanha “Não ao Parto Agendado”, idealizada pelo Projeto Parto Adequado, como forma de reduzir as cesarianas desnecessárias, estimular o parto normal e evitar o nascimento de bebês prematuros.

O ginecologista do Hapvida Saúde, Elson Almeida, explica que a data de nascimento da criança depende de inúmeros fatores, mas o adiantamento do parto pode apresentar riscos à saúde do bebê. “Uma antecipação sem indicação adequada pode trazer ao mundo uma criança ainda não preparada, ou seja, prematura, aumentando os riscos de problemas pulmonares, oculares, cardíacos, digestivos, entre outros”, afirma.

A idade gestacional é, em média, 270 dias, ou seja, nove meses completos. Os médicos consideram 41 semanas o período para uma gestação segura e de desenvolvimento total do bebê. O ginecologista esclarece que as crianças nascidas antes de 37 semanas são consideradas prematuras, de 37 a 39 semanas o parto é tido como precoce e, após 39 semanas, tardio, sendo esse o momento mais adequado para o nascimento.

“A idade gestacional deve ser bem calculada afim de não haver resoluções precoces. Devemos ter avaliação da data da última menstruação (se a mulher tiver ciclos regulares) e o ultrassom precoce (entre 7 e 13 semanas) para determinar a real idade gestacional. Se essas duas medidas forem similares, teremos uma boa datação da idade gestacional do feto”, explica Elson Almeida.

No entanto, quando a espera pelo parto ultrapassa esse período, o ginecologista afirma que é necessário reduzir o parto, mas sem, necessariamente, optar pela cesariana, sendo indicado primeiramente o parto normal, se a mãe e o bebê estiverem saudáveis. Porém, a cesariana não pode ser completamente descartada, pois é uma alternativa médica para evitar sequelas maternais e fetais.

“A cesárea deve ser indicada quando há situações que levem a riscos como Placente Prévia (obstruindo a passagem do feto), hipertensão grave, cardiopatias maternas graves, algumas malformações fetais, falha na indução do parto normal, sofrimento do feto, entre outras indicações mais raras. As cesárias eletivas, sem indicações, devem ser evitadas pois aumentam os riscos de complicações para mãe e feto, ao contrário do que se pensa”, finaliza o ginecologista do Hapvida Saúde.

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