terça-feira, 21 de março de 2017

ALMINO AFONSO: Chá da tarde com as gestantes

A secretária de Saúde de Almino Afonso, Maria Rita Leite reuniu gestantes para uma palestras sobre prevenção do mosquito AEDES AEGYPTI, como também a entrega dos kits com repelentes e revistas educativas...



 


UFRN oferece acompanhamento psicológico gratuito para toda a comunidade

Quem passa pela rotatória localizada entre o Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) e a Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM) costuma não preencher o campo de visão com os dizeres na entrada do prédio instalado no entorno da via: trata-se do Serviço de Psicologia Aplicada (SEPA), clínica escola do curso de Psicologia da UFRN que oferece tratamento clínico à população e que está com processo aberto dos plantões de triagem, momento em que os pacientes passam por avaliação e é definido qual o atendimento que a demanda requer. Os dias e horários do plantão, procedimento que funciona por ordem de chegada, estão afixados no hall de entrada do prédio.

Em um ambiente cujos corredores exalam tranquilidade, os dez servidores da clínica, entre assistentes administrativos, professores, psicólogos e psicopedagogos, além dos estagiários, são os responsáveis por viabilizar os serviços de psicoterapia, psicologia organizacional e avaliação psicológica. Para tanto, dispõe de sete salas de atendimento para adultos, duas salas de ludoterapia, uma sala para atendimento em grupo e uma sala de avaliação psicológica, além de outras três que podem ser usadas para supervisão, aulas ou reuniões.

Com capacidade para atender 240 pessoas em 2016, a psicóloga Patrícia Karla de Souza e Silva salienta que a demanda no ano passado chegou a ser superior ao dobro deste número. A situação deve se repetir em 2017, já que a procura está sendo alta. Por causa disso, os critérios de prioridade precisam ser seguidos sistematicamente. “Aqui é uma clínica social, portanto requer algumas particularidades, com a demanda sendo analisada sob questões clínicas e de renda, com prioridade às pessoas mais vulneráveis economicamente. Mas casos de alerta também são priorizados, tais quais as pessoas que apresentam um sofrimento intenso psíquico, com risco de suicídio ou depressão forte”, colocou.

Uma das principais características do Serviço de Psicologia Aplicada é a prestação de serviços gratuitos à comunidade em geral, constituindo-se em um espaço de aprendizagem permeado por atividades de ensino, pesquisa e extensão. Fundado em 1965 e atualmente um órgão suplementar diretamente ligado ao Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), sob a direção da professora Lieti Coelho Leal, o SEPA precede a criação do curso de Psicologia, apresentando-se até mesmo como uma das razões para o surgimento da graduação no estado.

Em sua dissertação de mestrado, há quase duas décadas, o professor Herculano Campos já salientava a relevância do serviço para a Psicologia do Estado, ao apontar para o fato de que a criação do órgão “favoreceu o desenvolvimento de uma concepção e de técnicas científicas de abordagem dos problemas psicológicos, permitiu o estudo sistemático das ideias psicanalíticas, introduziu o que havia de mais moderno na psicometria e contribuiu com a pesquisa educacional”.

O raciocínio é similar ao da professora Ana Karina Silva Azevedo. Ela identifica que o SEPA é atravessado pela aliança entre o conhecimento teórico e a prática psicológica, nas mais diferentes perspectivas da Psicologia. Supervisora dos estágios em clínica, ela coloca que as atividades no órgão atendem também às diretrizes postas no Projeto Pedagógico do Curso, que preconizam um volume de carga horária prática compatível com a outorgação da graduação na área. A educadora ressalta também outro aspecto: a supervisão.

“Os professores do departamento de Psicologia que acompanham trazem, para além da formação teórica, a reflexão acerca dos casos atendidos. Essa contribuição é fundamental para a formação do aluno visando à prática psicológica. Além disso, sendo campo de estágio, práticas de extensão e de pesquisa, apresentando-se como um abrigo para articulação de tantas ações e para tanta integração acadêmica, considero o SEPA fundamental para a formação dos graduandos deste curso”, pontuou Ana Karina.

Oportunidade que pode salvar vida

O termômetro do Serviço é o paciente. Por isso, qualquer texto sobre o serviço precisa sublinhar a relevância dele e colocá-lo em destaque. Ao procurarmos alguém que utilizasse os serviços, encontramos Davi Jonas (nome fictício), de 33 anos. Reticente, topou falar sobre o tratamento para a depressão ao qual se submete no Órgão desde novembro de 2016. A doença é uma luta cotidiana que avança por mais de uma década e, nesse período, tratamentos psiquiátricos e psicológicos se sucederam, até não ter mais condições financeiras de arcar com os custos. Foi aí que surgiu um “anjo da guarda”.

“Uma amiga próxima, que sabe que eu tenho depressão, ofereceu-se para procurar ajuda para mim através de uma amiga psicóloga. Então esta amiga dela me indicou o SEPA. Aqui tenho com quem falar sobre as dúvidas em relação ao valor da vida, das nossas próprias culpas e as nossas ansiedades. No meu caso, tenho dificuldade com esses sentimentos e não sei como lidar com eles”.
Com serenidade, descreveu estar em um estágio grave da depressão. Com lucidez e consistência, surpreendeu a reportagem ao responder como uma oportunidade como essa, para pessoas que não estão em condições de arcar com o tratamento,  podem fazer a diferença. “Ela pode salvar vidas”. A resposta, límpida e direta, impressionou pela carga de sensibilidade que carrega e pelo vigor com que foi pronunciada.

A expressão foi ainda acompanhada por uma reflexão de alguém que persevera pela construção de sua própria história. “Pode fazer uma pessoa voltar a tentar reconstruir uma vida, que uma doença física ou psíquica, como no meu caso, levou. É uma boia para quem está se afogando. Tenho consciência de que estar aqui faz parte do meu caminho para a recuperação, pois só medicamentos não contribuem para a melhora da doença.”

Em um misto de entusiasmo e preocupação, expôs um temor. “Espero que os cortes de orçamento do governo não afetem verbas para esse tipo de serviço. No meu caso, é reconfortante ter alguém para me escutar quando não estamos mais conseguindo lidar com as coisas da vida. Por isso meu profundo sentimento de gratidão”.

Dinâmica de atendimento

Atendendo todo o estado, as atividades se desenvolvem em muitos níveis. As triagens, sem custos, ao encontro de encaminhar as demandas para atender as necessidades do caso ali atendido, seja ele conduzido para psicoterapia, que a depender da disponibilidade de vaga pode ser realizado no próprio SEPA, podendo inclusive o paciente permanecer em atendimento frequente; ou resulte em encaminhamento para outros profissionais, tais quais psiquiatra ou neurologista.

Há ainda a possibilidade de participação em grupos específicos, como de enfrentamento à timidez e de orientação profissional. Além destas atividades, são realizados projetos de extensão com atividades de atendimento a comunidade, como o Serviço de Neuropsicologia da Infância e da Adolescência, núcleo especializado em diagnóstico interdisciplinar e em pesquisas dos transtornos do neurodesenvolvimento que atende pessoas na faixa etária de sete a dezoito anos acometidas por diferentes transtornos do desenvolvimento, lesões ou disfunções neurológicas. O telefone de atendimento do SEPA, para informações adicionais, é o 3215 3603.

 Com informações de Wilson Galvão – ASCOM – Reitoria/UFRN. 
Fotos: Anastácia Vaz

Correios é obrigado a contratar candidato aprovado em concurso público

A 3ª Vara do Trabalho de Natal (RN), determinou que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) contrate um candidato aprovado em concurso público para o cargo de agente de correio, com lotação em João Câmara. A sentença também condena a empresa por danos morais no valor de R$ 20 mil.

O candidato, aprovado em 65º lugar, ajuizou ação trabalhista por não ter sido chamado para assumir o cargo de carteiro, apesar da empresa contratar mão de obra temporária para a mesma função.
Em sua defesa, a ECT alegou que, apesar do edital do concurso prever o preenchimento de três vagas, já teria contratado 37 candidatos.

Além disso, a contratação de mão de obra temporária deu-se nos moldes da lei 6.019/74, como "forma de atender à necessidade temporária de substituição de pessoal regular e permanente ou acréscimo extraordinário de serviço, sempre por prazo de até seis meses".

O juiz, no entanto, afirmou que a jurisprudência determina a anulação da contratação de mão de obra para exercer funções próprias de empregados públicos, quando há aprovados em concursos, principalmente "quando não se fazem presentes quaisquer dos requisitos legalmente elencados para essa espécie de contratação".

Para ele, a conduta dos Correios se insere na hipótese de terceirização de sua atividade-fim, tida ilegal pela jurisprudência dominante, pois a entrega de correspondência diretamente ao destinatário estaria inserida na atividade da empresa.

Para condenar A ECT por dano moral, o juiz alegou que o candidato viu o emprego para o qual se habilitou ser ocupado por terceiros, "frustrando expectativa criada com a aprovação para si e para a sua família, fazendo-se presente o dano moral".

Processo: 0001549-70.2016.5.21.0003

MPF/RN pretende firmar acordos com salineiras que ocupam 3 mil hectares irregularmente

Propostas foram entregues durante audiência nesta terça-feira, em Mossoró, e ainda serão discutidas com cada uma das 32 empresas envolvidas

O Ministério Público Federal (MPF) entregou propostas de termos de ajustamento de conduta (TACs) a representantes de 32 indústrias de extração de sal que atuam no Rio Grande do Norte e que foram apontadas, em um relatório conjunto do Ibama e Idema, como ocupantes de 3.284 hectares de áreas de preservação permanente. A entrega das propostas ocorreu durante audiência pública promovida em Mossoró e que serviu para órgãos ambientais e empresários discutirem as soluções para as irregularidades.

Durante a audiência, presidida pelos procuradores da República Emanuel Ferreira e Victor Queiroga, o analista ambiental do Ibama Frederico Fonseca apresentou as conclusões do “Relatório Conjunto de Avaliação Técnica e Ambiental dos Empreendimentos Salineiros do Rio Grande do Norte” (confira a íntegra clicando aqui), produzido pelo Grupo de Trabalho do Sal (GT-Sal), formado por 11 técnicos do Ibama e Idema e criado em 2014, após uma audiência também realizada pelo MPF em Mossoró.

O relatório apontou que 10,7% dos 30.642 hectares explorados pelas salinas analisadas se encontram em áreas de preservação permanente. “Não é um percentual alto e a mensagem que queremos deixar é que vale a pena recuperar 10% da sua área para conseguir a regularização ambiental de seu empreendimento”, destacou o analista.

O número total, os 3.284 hectares, é bem maior do que o apontado pela Operação Ouro Branco, deflagrada em 2013, quando se indicava a existência de 1.979 hectares ocupados irregularmente. No entanto, Frederico Fonseca explicou que esse aumento também se deve à metodologia adotada pelo GT-Sal, que obteve imagens mais antigas da região (desde 1965) do que as utilizadas na operação e levou em conta a ocupação não só das áreas de preservação existentes nas margens dos cursos d'água, mas também em florestas de mangue e nas áreas de dunas.

Por outro lado, o grupo de trabalho não considerou APPs as áreas de apicuns e salgados, sobre as quais ainda há controvérsias quanto à sua caracterização, ou não, como áreas de preservação permanente. “Se as considerássemos, os números poderiam ser maiores”. O GT entende que a regularização das salinas trará avanços não apenas ambientais, mas também econômicos, como a melhoria da qualidade da água e a redução dos processos erosivos.

Acordos – Das 32 propostas de TACs, 10 foram para indústrias salineiras que ocupam o estuário do rio Piranhas-Açu, 19 do Apodi-Mossoró e três da região de Galinhos-Guamaré. Nessas áreas o relatório registrou a ocupação irregular de 1.089, 1.077 e 1.117 hectares de APPs, respectivamente. Os procuradores da República destacaram que o MPF pretende se reunir com cada uma das empresas ainda neste primeiro semestre, de modo a definir os pontos finais de cada acordo.

Emanuel Ferreira lembrou que o interesse do Ministério Público Federal é buscar uma solução sustentável, tanto do ponto de vista ambiental, quanto econômico. Um dos itens que deverá estar presente na maior parte dos TACs é o chamado Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a respeito dos quais o GT-Sal irá emitir um termo de referência, apontando as principais exigências que devem constar desses planos.

Victor Queiroga enfatizou a importância de os empresários aderirem aos acordos, visando à melhoria das áreas onde atuam suas indústrias e garantindo benefícios para a sociedade como um todo. “Os interesses econômicos e ambientais são interesses que se completam”, reforçou.

Compensações – O vice-presidente do Sindicato da Indústria de Extração de Sal do RN, Aírton Torres, falou em nome da categoria e disse ser um alento ver o MPF buscando conciliar os interesses ambientais e econômicos, mas demonstrou preocupação com a possível dificuldade em desocupar as áreas apontadas como sendo APPs. Ele solicitou, inclusive, que os acordos a serem firmados tragam alternativas de compensações ambientais que não se resumam à desocupação.

O doutor em Biotecnologia Renato Medeiros também se posicionou contra a desocupação das salinas. Segundo ele, o ambiente único existente na região (sobretudo no estuário do rio Apodi-Mossoró) é inviável para o crescimento de mangues. “Se afastarem os paredões (das salinas) é impossível nascer mangue, pois o solo aqui é sal puro”, afirmou. Professor da UFRN e da Ufersa, ele defendeu ainda que a biodiversidade dos trechos alagados pelas empresas deve ser protegida. “Qual seria o ganho ecológico de trocar as áreas alagadas por salgados e apicuns? O que vai ficar se afastarem os paredões são áreas hipersalinas”, afirmou.

 Victor e Emanuel

 Frederico Fonseca




http://www.mpf.mp.br/rn/sala-de-imprensa/noticias-rn/mpf-rn-pretende-firmar-acordos-com-salineiras-que-ocupam-3-mil-hectares-irregularmente

Emancipação Política: Gustavo Carvalho parabeniza o município de Brejinho


21 de Março, Dia Internacional da Sindrome de Dawn: "Vamos quebrar as barreiras da indiferença. Porque o amor não conta os cromossomos." Somos todos 21, hoje e sempre. Ex-presidente da APAE de Parnamirim, Oziene Paiva.


 O aluno Efrain

 Lívia

Priscila

Desejo uma vida maravilhosa cheia graça e harmonia!!!